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História

ORIGEM DA RAÇA

  A raça Gir tem como origem  geográfica, o continente asiático, mais especificamente na Península de  Kathiawar na Índia, onde habita predominantemente as florestas de Gir. Naquela  mesma região, algumas outras espécies de ruminantes eram encontradas, nas  quais predominam algumas semelhanças cranianas e de cornos, passando alguns a  defenderem que o Gir, alguns bubalinos e caprinos tiveram um ancestral comum  naquela região. No seu país de origem, o Gir sempre foi considerado uma raça de  ‘’dupla-aptidão,’’ sendo então explorado para leite e para tração, A exploração  de sua carne não ocorria em função de questões religiosas ligadas à maioria da  população indiana. Após a década de 50, depois de intensa  reforma agrária, onde os marajás tiveram seus domínios reduzidos em mais de  1000 vezes, o efetivo desta raça ficou dividido em Gaushaulas (templos para  agradecimento a divindades), pequenos rebanhos que restaram dos núcleos dos  grandes marajás, instituições de pesquisa ou nas próprias ruas.

 
  ORIGEM NO BRASIL:
   

  No Brasil, as primeiras importações  relatadas datam de 1906, realizadas por Teófilo de Godói, precedido por  Virmondes Machado Borges em 1918, encontrando grande intensificação de uso nas  décadas de 20 a  40 principalmente em decorrência de sua contribuição para formação da raça  Indubrasil.
  Em 1930, Manoel de Oliveira Prata e  Francisco Ravísio Lemos realizaram outra importação, período onde a raça teve  grande ascensão, chegando em 1953, a superar a raça Indubrasil.
  Em 1960, Celso Garcia Cid realiza  outra importante importação via porto de Paranaguá, trazendo 103 animais dos  quais 70 eram da raça Gir. Ainda na década de 60, 1962, Celso Garcia Cid,  Torres Homem Rodrigues da Cunha, Rúbens de Carvalho e Vicente Honório da Silva  realizavam talvez a mais contributiva importação de material genético da Índia.  Por questões de estímulo políticos à criação da raça nelore pelo governo  Brasileiro, em 1969, a raça Gir é suplantada por aquela.
  Em princípio, estas importações foram  realizadas no intuito de agregar mais à genética produtora de carne no Brasil,  muito embora houvesse um número restrito de criadores aqui que conheciam a  verdadeira aptidão indiana para produção de leite, dando início a um trabalho  solitário, penoso e extremamente criticado pela maioria dos criadores naquela  época. Dentre estes visionários criadores, destacamos os núcleos públicos,  especificamente a Fazenda Experimental de Umbuzeiro, na década de 30, a Fazenda  Experimental Getúlio Vargas em Uberaba, 1948, e o Posto Experimental IZ de  Ribeirão Preto, 1957. Os criatórios também tiveram papel de suma importância no  início da seleção do Gir Leiteiro, dos quais se destacam Francisco Figueiredo  Barreto, Gabriel Donato de Andrade, Rubens Resende Peres, João Batista  Figueiredo Costa, Randolpho Melo de Resende.
  Em 17 de outubro de 1980 é fundada a  Associação Brasileira dos Criadores de Gir Leiteiro (ABCGIL), tornando-se a  primeira associação no nosso país a exigir, para ingresso do associado,  parâmetros de produção, e não somente parâmetros raciais dos animais e seu  criatório.
  Em 1985, é iniciado em parceria da  ABCGIL com a Embrapa Gado de Leite, o Programa Nacional de Melhoramento do Gir  Leiteiro, para teste de progênie de touros e avaliação de Matrizes.
  O Gir Leiteiro vem firmando-se como a  melhor opção para produção de leite nos trópicos, galgando degraus no âmbito  comercial a cada ano, firmado em um programa de melhoramento delineado  cientificamente com os melhores métodos disponíveis no mundo científico. A  versatilidade de seus produtos como o leite, sêmen, embriões, tourinhos,  matrizes; sua adaptabilidade às condições tropicais adversas e a gigante demanda  externa para exportação de produtos para países de toda faixa tropical, fazem  do Gir Leiteiro a verdadeira vedete de pecuária Brasileira.
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